sábado, 20 de junho de 2009

70 anos depois de Roosevelt, o presidente Obama cria agencia para fiscalizar "mercados"

Não adianta comparar a crise de agora com a de 1929. Têm a mesma origem, provocaram as mesmas consequencias. Também não tem sentido falar no New Deal ou nas decisões sobre a economia propriamente dita.

Obama só obterá resultados se conseguir implantar FISCALIZAÇÃO para valer. Como se obter a MORALIZAÇÃO dos "mercados"?

É preciso impedir que derivativos, mercado futuro, opções, futuro de opções, e mais, transformem as Bolsas do mundo em filiais dos cassinos.

Nas Bolsas, devem ser negociadas apenas AÇÕES. Mas AÇÕES vivas, palpaveis, que sejam COMPRADAS e VENDIDAS, com dinheiro LEGITIMO e VISIVEL.

Se não for assim, a FISCALIZAÇÃO será transformada em DESMORALIZAÇÃO, atingindo o proprio Obama.

5 comentários:

  1. Os Estados Unidos desenvolveram gradativamente esse sistema capitalista, baseado na lei do mais forte, onde vale TUDO. O mais sagaz e inescrupuloso vence. Leia-se a hitória das ferrovias, do petróleo, da indústria automobilística, apenas para enumerar algumas. Isso não mudou muito. Para tomar o dinheiro dos crédulos, inventaram esses negócios futuros. Criam uma expectativa, vendem papéis e depois, dado o seu poderio financeiro, manipulam o mercado futuro. A grande maioria perde, poucos ganham. Duvido que o Obama consiga mudar isto, pois é da essência do capitalismo americano, selvagem por excelência. Tentar mudar esse jogo, pode significar um passaporte para o outro mundo. Lá já estão algumas outras almas bem intencionadas, desembarcadas antes do tempo deste nosso mundinho e que já ocuparam o posto de Presidente.
    Martim Berto Fuchs.

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  2. JOSÉ CARLOS WERNECK20 de junho de 2009 14:38

    Prezado Helio.Creio que o presidente Lula está devendo uma explicação a toda a Nação.Ele precisa dizer ao povo brasileiro o que vem a ser uma "pessoa comum",quando afirmou que alguns brasileiros, não podem se tratados como pessoas comuns.Sinceramente não sei o que o chefe do Executivo brasleiro quis dizer,mas desde já,arrisco um palpite.Será que o presidente quis referir-se àquelas pessoas,que acordam cedo,vão para o trabalho de transporte coletivo,enfrentam filas nos hospitais públicos,estudam,quando conseguem em escolas do governo caindo aos pedaços,pagam impostos exorbitantes,sobre tudo que consomem,contribuem para a previdência social,não andam em carros blindados,arriscam suas vidas quando saem às ruas e após trinta e cinco anos de trabalho árduo fazem jus a uma aposentadoria de padrões escandinavos?Eu desconhecia que no Brasil,ao menos oficialmente,temos um sistema de castas.Creio que o presidente deve estar assistindo demais a novela "Caminho das Indias" e confundiu as coisas,achando que por aqui existem "dalits" e "não dalits" ,cada um recebendo um tratamento de acordo com sua posição social.Foi para isso que o povo brasileiro elegeu um trabalhador para ocupar a presidência da República?Creio que não.Mas afinal como pessoa comum que sou,não devo saber das coisas.

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  3. Jornalista Hélio Fernandes,
    Aproveito o seu artigo do dia 20/06/09, para reproduzir o texto abaixo:

    SOCIEDADE ANÔNIMA

    A denominação diz tudo. Por detrás da S/A qualquer um, bom ou mau, pode se esconder. A sociedade anônima representa o ápice do capitalismo, que tem no lucro o principal objetivo a ser alcançado.

    A S/A de capital aberto é uma das formas de captação de “poupança” que busca parte significativa de seus recursos junto aos trabalhadores que, na falsa esperança de ascender socialmente, investem em ações das companhias.

    Todavia, essa classe de investidores não tem controle sobre os meios de produção e, por conseguinte, não participa da administração e destino da sociedade anônima, sendo muitas vezes impedida de ingressar nas dependências da empresa da qual é co-proprietária.

    Com efeito, grupos de investidores com menos da metade do capital social podem controlar a empresa, por meio de acordo de acionistas, sem dar satisfação à maioria dos sócios.

    Havendo quebra das empresas, os próprios trabalhadores suportarão os prejuízos, seja de forma direta pelo desemprego e pela desvalorização dos seus recursos, seja de forma indireta pela transferência via erário público, que poderá destinar grande quantidade de recursos para amenizar a crise de gestão.

    Em determinados períodos, o poder público incentivou os trabalhadores a investir seus recursos nas sociedades anônimas, colaborando para o fortalecimento do caixa das empresas. Como exemplo, pode-se citar os governos Fernando Henrique e Lula, que estimularam a utilização do FGTS na aquisição de ações da Petrobras e da Companhia Vale do Rio Doce.

    Esta foi uma das formas de conter a resistência social que poderia existir em razão das privatizações. Assim, o trabalhador assumiu uma preocupação que originalmente não era sua (o sobe e desce das bolsas de valores).

    Não se pode esquecer que o capitalismo tem sua origem na Idade Moderna, com a formação dos Estados Nacionais, e tornou-se hegemônico com as Revoluções Americana e Francesa. O capitalismo sempre esteve atrelado ao Estado, dele também dependendo.

    Mas procura-se a todo o momento desvincular Estado de Sociedade organizada (que somos todos nós) para fazer prevalecer os interesses privados em detrimento do bem comum, transformando o poder público em mero instrumento dos interesses do capital. Daí o controle do Estado pelo capital, que patrocina seus representantes a fim de preservar o poder político.

    A atual crise financeira deixou evidente este quadro, bem como a fragilidade dos pequenos investidores, que são os únicos a suportar os riscos que o sistema vigente impõe.

    A propósito, os pequenos investidores têm a possibilidade de exigir a responsabilização dos controladores e administradores pela má gestão, não podendo suportar isoladamente o risco inerente ao investimento.

    Vale relembrar que “os governos já gastaram mais de 11% do PIB mundial para dar liquidez e salvar os bancos desde abril, o equivalente a mais de quatro vezes o tamanho da economia brasileira.” O mais grave de tudo é que para acabar com a fome mundial seria necessário apenas metade do que foi doado para os bancos ingleses (US$ 30 bilhões).(TRIBUNA DA IMPRENSA, de 29/10/08, p.08)

    O capital é dependente do trabalho e, sem este, o sistema não tem como prosperar. Resta saber, portanto, até onde vai o poder da especulação financeira, que atenta contra todos, prejudica o desenvolvimento dos países e se opõe, inclusive, à parcela significativa do capital representada pelo setor produtivo (indústria e comércio).


    Jorge Rubem Folena de Oliveira
    Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros e
    da Sociedade Brasileira de Geografia.

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  4. O G7 dominava o mundo através do sistema financeiro. Como se poderia "produzir" tanta "riqueza" plantando arroz? a producao de bens reais tem limites obvios, populacao, recursos hídricos, terras, energia, etc. Nao dá pra criar um bilinário todo dia. Os governos agora acusados de salvar bancos, seguradoras, sempre souberam como o sistema funcionava e os riscos inerente. Sempre foi notória e promiscua a relacao entre presidentes de grandes companhias e cargos de direcao como o FED, por exemplo. Os caras "criaram" 500 trilhoes de dolares em papelucho, "quebraram" e repassaram aos governos. Afinal eles também eram sócios. Essa conta ainda nao comecou a ser paga. Prepare-se.

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  5. É incompreensível como um setor da economia que afeta tão diretamente a vida dos cidadãos, mesmo aqueles que nunca se aventuraram por suas águas turbulentas, pode funcionar de maneira tão livre e longe dos olhos atentos dos governos.
    Afinal, se você é um executivo de uma empresa financeira e recebe um bônus de U$ 20 milhões por um bom resultado, você vai fazer "loucuras" para alcançar esse resultado. Principalmente se você sabe que não existe uma fiscalização efetiva.
    Então chegamos a essa situação. Quando o mercado vai bem e todos os bancos batem recordes de lucro, o bônus é deles, mas quando, por pura ganância, esses mesmos bancos conseguem levar o mundo inteiro à recessão, o ônus é nosso.
    Temos que salvar aquilo que não controlamos.

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